Como encontrar os livros nas estantes das bibliotecas
Biblioteca Setorial da Unidade Descentralizada de Educação Superior de Silveira Martins / UFSM
29 de novembro de 2012
26 de novembro de 2012
Coleção completa da Springer disponível para instituições do Portal Capes
A Springer entrou no Portal de Periódicos em janeiro de 2004 e desde esse período a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) vem ampliando o conteúdo assinado com a editora. Mais de 500 novos títulos foram adicionados na base de dados em 2012, mantendo o acesso à coleção completa de periódicos publicados pela Springer.
Todas as instituições participantes do Portal de Periódicos têm acesso ao conteúdo disponível na base de dados da Springer. São mais de 2.000 títulos com acesso online disponíveis aos usuários do Portal desde 1997 até o presente com ênfase nas áreas de Ciências Biológicas, Ciências da Saúde, Ciências Agrárias e Ciências Exatas e da Terra. A Capes também assinou a coleção completa dos retrospectivos das revistas publicadas.
Recentemente a base de busca da editora, SpringerLink, migrou para uma nova plataforma adaptável para telas de qualquer dispositivo eletrônico (computador, smartphones, tablets). Os usuários podem cadastrar uma conta individual para salvar os artigos pesquisados. As contas antigas não foram migradas por motivos de privacidade de informações do usuário.
A editora possui uma agenda de treinamento em inglês. Os interessados podem se registrar acessando o link Springer training page. Em breve serão disponibilizados treinamentos em português. Mais informações sobre a mudança da plataforma no website da Springer.
Fabrícia Carina Souza Araújofonte: Capes23 de novembro de 2012
Livros online com o tema biodiversidade
Compartilhamos o link do site do Ministério do Meio Ambiente,
neste espaço encontram-se publicações na íntegra para download e leitura.
http://www.mma.gov.br/publicacoes/biodiversidade
Acesse aqui
neste espaço encontram-se publicações na íntegra para download e leitura.
http://www.mma.gov.br/publicacoes/biodiversidade
Acesse aqui
20 de novembro de 2012
Editores e bibliotecárias da UFSM participam do Workshop de Editoração Científica
19/11/2012
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| Diretora Lizandra, Débora, Presidente ABEC em exercicio Barravieira e Claudiane |
Editores de periódicos científicos e bibliotecárias da UFSM participaram em Florianópolis do 7° Workshop de Editoração Científica. O evento ocorreu de 11 a 14 de novembro, tendo como tema central “A internacionalização dos periódicos científicos”. A promoção foi da Associação Brasileira de Editores Científicos, em conjunto com a Universidade Federal de Santa Catarina e o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac).
Os periódicos da UFSM foram representados pelos editores científicos da Ciência Rural, Educação, Saúde (Santa Maria), Animus e Revista de Enfermagem. Também participaram do evento a diretora substituta da Biblioteca Central, Lizandra Arabidian, e as bibliotecárias Débora Dimussio, do Portal de Periódicos Eletrônicos da UFSM, e Claudiane Weber, da Unidade Descentralizada de Educação Superior de Silveira Martins (Udessm).
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| Editores, bibliotecárias e Presidente da ABEC Sigmar Rodhe |
Claudiane ministrou o minicurso “DOI: sistema de identificação numérico para conteúdo digital” e a conferência “Preservação Digital”. Ela ainda coordenou a sessão intitulada Beyond Books and Journals: Scientific and Scholarly Publishing and Linked Open Data, realizada pelo professor Stefan Gradmann, da Universidade Humboldt de Berlim.
Notícia elaborada pela Coordenadoria de Comunicação Social
6 de novembro de 2012
Um Conto sobre Plágio - versão em português
Aos alunos que estão elaborando seus Trabalhos de Conclusão de Curso, segue a dica.
E procurem a Biblioteca da UDESSM para tirar suas dúvidas referentes à citações.
E procurem a Biblioteca da UDESSM para tirar suas dúvidas referentes à citações.
5 de novembro de 2012
“Escrever”, um texto de Joaquim Ferreira dos Santos
Joaquim Ferreira dos Santos
A estudante perguntou como era essa coisa de escrever. Eu fiz o gênero fofo. Moleza, disse.
Primeiro, evite estes coloquialismos de “fofo” e “moleza”, passe longe das gírias ainda não dicionarizadas e de tudo mais que soe mais falado do que escrito. Isto aqui não é rádio FM. De vez em quando, para não acharem que você mora trancado com o Domingos Paschoal Cegalla ou outro gramático de chicote, aplique uma gíria como se fosse um piparote de leve no cangote do texto, mas, em geral, evite. Fuja dessas rimas bobinhas, desses motes sonoros. O leitor pode se achar diante de um rapper frustrado e dar cambalhotas. Mas, atenção, se soar muito escrito, reescreva.
Quando quiser aplicar um “mas”, tome fôlego, ligue para o 0800 do Instituto Fernando Pessoa, peça autorização ao bispo de plantão e, por favor, volte atrás. É um cacoete facilitador.
Dele deve ter vindo a expressão “cheio de mas-mas”, ou seja, uma pessoa cheia de “não é bem assim”, uma chata que usa o truque de afirmar e depois, como se fosse estilo, obtemperar.
Não tergiverse, não diga palavras complicadas, não escreva nas entrelinhas. Seja acima de tudo afirmativo, reto no assunto. Nada de passar páginas descrevendo o clima da estação, esse aborrecimento suportável apenas quando vemos as curvas da Garota do Tempo recortadas contra o chroma-key do “Jornal Nacional”.
Abaixo o prólogo com a lente aberta, nada daquelas observações sensíveis sobre a paisagem e, a não ser que você seja o Dashiell Hammett ou o Raymond Chandler, esqueça o queixo quadrado do bandido ou a descrição pormenorizada dos personagens. Corte o que for possível. Depois dê uma de Raymond Carver e, nem aí para os pruridos da vaidade, mande o resto para o editor acabar de cortar.
Sempre cabe uma linha a menos no texto, é o efeito Rexona aplicado na axila gramatical. Evite essas metáforas complicadas, passe por cima de expressões como “em geral”, como está no primeiro parágrafo, pois elas têm a mesma função-paralelepípedo dos parênteses, dos travessões. Chute para fora da página tudo mais que faça as pessoas tropeçarem na leitura ou darem aquela ré em busca do verdadeiro sentido da frase que passou.
Deixe tudo em pratos limpos, sem tamanho lugar-comum. Ouça a voz do flanelinha semântico gritando a chave para o bom texto. “Deixa solto, doutor.”
É mais ou menos por aí, eu disse para a menina que me perguntou como é essa coisa de escrever.
Para sinalizar o trânsito das ideias, use apenas o ponto e a vírgula, nunca juntos. Faça com que o primeiro chegue logo, e a outra apareça o mínimo possível. Vista H emingway, só frases curtas. Ouça João Cabral, nada de perfumar a rosa com adjetivos.
Mergulhe Rubem Braga, palavras, de preferência com até três sílabas. “Pormenorizada”, vista acima, é palavrão absoluto. Dispense, sem pormenores.
O texto deve correr sem obstáculos, interjeições, dois pontos, reticências e sinais que só confundem o passageiro que quer chegar logo ao ponto final. Cuidado com o “que quer” da frase anterior, pois da plateia um gaiato pode ecoar um “quequerequé” e estará coberto de razão. A propósito, eu disse para a menina, perca a razão quando lhe aparecer um clichê
desses pela frente.
Você já se livrou do “mas”, agora vai cuidar do “que” e em breve ficará livre da tentação de sofisticar o texto com uma expressão estrangeira. É out. Escreva em português. Aproveite e diga ao diagramador para colocar o título da matéria na horizontal e não de cabeça para baixo, como está na moda, como se estivesse num jornal japonês.
Pode-se escrever baixinho, como faz o Verissimo, que ouviu muito Mario Reis para chegar àquela perfeição de texto de câmara. Outra opção é desabafar pelos cinco mil alto-falantes o que lhe vai na pena da alma, como faz o Xico Sá, que aprendeu a escrever com o Waldick Soriano. Escreva com a sonoridade que lhe aprouver, nunca com cacófatos assim ou verbos que façam o leitor perguntar para o vizinho do lado que maluquice é essa de “aprouver”. Fuja da voz passiva, da forma negativa, do gerundismo e principalmente da voz dos outros. Se falo fino, se falo grosso, ninguém tem nada com isso. O orgulho do próprio “falo”, e fazê-lo firme e com charme, é uma das chaves do ofício.
De vez em quando, abra um parágrafo para o leitor respirar. Alguns deles têm a mania de pegar o bonde no meio do caminho e, com mais parágrafos abertos, mais possibilidades de ele embarcar na viagem que o texto oferece. Escrever é dar carona. Eu disse isso e outro tanto do mesmo para a menina. Jamais afirmei, jamais expliquei, jamais contei ou usei qualquer outro verbo de carregação da frase que não fosse o dizer. Evitei também qualquer advérbio em seguida, como “enfaticamente”, “seriamente” ou “bemhumoradamente”. Antes do ponto final, eu disse para a menina que tantas regras, e outras a serem ditas num próximo encontro, serviam apenas de lençol. Elas forram o texto, deixam tudo limpo e dão conforto. Escrever é desarrumar a cama.
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